Saudades do filho que perdi

Em 2009 sofri um aborto. Ponto.

Escrevi PONTO para que todo mundo tenha tempo de dizer o que pensa sem que eu precise ouvir que:

  •  30% das primeiras gestações não vão para frente.
  • Todo mundo já passou por isso.
  • Foi seleção natural.
  • Sou nova.
  • Nem era um bebê ainda (!!!!)
  • Vou ter outros filhos.

Já engravidei de novo. Tenho um filho que amo mais que tudo. Isso não faz doer menos aquele que perdi.

Para mim, ainda que na barriga, os bebês têm alma. E eu lamento, imensamente, não ter podido conviver mais com aquela alminha que foi embora quando era do tamanho de uma lentilha, antes mesmo que eu pudesse ouvir seu coraçãozinho.

 
via: http://brasil.babycenter.com/l5900076/de-sementinha-a-ab%C3%B3bora-que-tamanho-tem-o-beb%C3%AA#/3

 

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18 respostas a Saudades do filho que perdi

  1. Paula Manzali Brugger diz:

    Gabi, aconteceu a mesma coisa comigo em 2010 e embora ninguém mais se lembre disso, eu ainda me lembro, até mais do que deveria… triste.

  2. Ana Carolina Magalhães diz:

    Nossa, sei bem o que é isso! Infelizmente passei por essa experiencia duas vezes, da ultima como não tive sangramento, colicas, nada perguntava ao médico onde meu bebê se escondeu, que buraquinho ele se enfiou, queria acreditar que ele ainda estava lá. Hoje estaria com 14 semanas, menino ou menina, segundo trimestre… Algumas pessoas me deram conforto como “Ele cumpriu o seu tempo com vocês, sua missão” mas deixou um grande vazio; houve tambem quem falou que era loucura ter dois filhos, que tinha sido bom para mim (até retruquei para então me dar o dela para eu criar já que erá tão pesado assim para ela). É uma dor muito grande, mas sei que ele virá para meus braços e será muito amado, ele só quis esperar mais um pouco.

    • Carol, vc tocou em um ponto que penso sempre: vc acha que, quando engravidar de novo, será o mesmo bebê voltando para os seus braços?
      Eu não sinto que João é o filho que perdi…

      • Ana Carolina Magalhães diz:

        Eu acredito nisso, acho que nossos caminhos já estão tracejados antes do nosso nascimento, nós é que riscamos. Acho que Deus viu que não era o momento com toda a confusão que estava por vir e preferiu chama-lo de volta para que quando ele viesse estivessemos com o coração leve, sem angustias para recebê-lo com todo carinho e amor que ele merece. è logico que enfrentaria tudo como uma leoa se ele ainda estivesse na minha barriga e nada ira faltar a ele, mas as preocupações e a pressão em cima do Leo concerteza seria muito maiores.

      • Mãe é lindo!!! rsrsrs

  3. ANA PAULA GARCIA DA SILVA diz:

    Gabi… se pensarmos somente no nosso plano existencial, não conseguimos nunca compreender. E a dor que sentimos não pode ser mensurada e as pessoas não tem o direito de virar para você e dizer “pelo menos você não conviveu com ele/ela, não cuidou, não amamentou… imagina o quanto poderia ser pior?”! Me poupem, por favor. Quem diz isso não imagina o que é perder um filho, qualquer que seja a contagem de tempo terrena (horas, dias, meses, anos e décadas). Mas é uma saudade que até o fim da vida, vamos sentir. O que conforta, para mim, é que haverá o tempo do reencontro… não sei quando, mas sei que terei. Porque eu escolhi acreditar!

  4. Victória César diz:

    Gabi que coisa triste né? Mas vamos pensar pelo lado positivo… Pelo menos o teu João tá aí firme e forte. Eu tenho uma vizinha que faz tratamento de fertilidade desde que casou (há uns quatro anos atrás) este mês engravidou e antes de escutar o coraçãozinho do feto, perdeu também =( Infelizmente né? Torço muito por ela!

  5. Malisa diz:

    Gabi, é difícil, muito difícil, aconteceu comigo, me deixando um enorme vazio, mesmo com a gravidez do Pedro no mês seguinte. Às vezes me pego pensando se ele(a) pareceria com os meninos, qual o temperamento, tudo!!! Mas como o Pedro veio na seqüência fico pensando que ele não estaria aqui se não houvesse perdido o outro. Como disse: difícil, muito difícil! Afff!

  6. Ana Lúcia diz:

    Perdi um filho em julho de 2009 também, com 8 semanas de gestação. Fiquei triste demais, pois em tão pouco tempo já amava loucamente aquele serzinho. Mas, tento pensar pelo lado positivo de que Deus sabe o que faz, pois logo na seqüência aconteceram tantas coisas boas e que talvez não teriam tomado o mesmo rumo caso eu fosse mãe naquela época.

  7. Juliana Grasielle de Magalhães Silva diz:

    No mesmo ano perdi a ANA JÚLIA com 39 semanas, tava prontinha… dia 24/11 ouvi o seu coração no sonar e no dia 27/11 ao fazer o ultrason, ela não estava mais viva. Gravidez perfeita, sem problema, não sentir nada.. nada… foi uma tragédia. Não sou a mesma pessoa até hoje, mas, segui em frente. Em 2010 tive outro aborto com 2 meses, esse não foi traumático, mas é uma perda. No ano seguinte 2011, tive gravidez na trompa… rompeu e tudo, podia ter morrido… mas implorei a Deus pela minha vida. Hoje estou grávida do JOÃO PEDRO de 36 semanas, e corre tudo bem… tenho muito medo, porque na primeira gravidez também corria tudo bem. Eu tenho muita fé, mas ás vezes, me sinto fraca e tenho pensamentos negativos. Eu tenho que sentir ele mechendo a todo momento, se não eu piro a cabeça… Pegar em meu colo, cuidar, cheirar, abraçar, chorar, não durmir… é o que mais quero na minha vida!!!

  8. Poxa Gabi, nem imaginava isso. Sinto muito😦

    *abraço bem apertado*

  9. Não sei o quê é perder um filho (ainda no ventre ou não), e não acho verdade aqueles que dizem “não era um bebê ainda”, não era UM bebê, era O bebê, o meu filho (eu pensaria). Enlouqueço só de imaginar por uma situação como a de vocês e as acho vencedoras, pois já deve ser doloroso física e emocionalmente passar por isso quem dirá ter que aguentar esse tipo de comentário desnecessário. Uma vez tive suspeita de processo tubário, fiquei desesperada porque eu não ia querer tirar meu filho dali, pouco me importava se eu morreria, mas matá-lo jamais (é meu ponto de vista, não critico ninguém), fiquei super angustiada mas segundo a médica era alarme falso. Até hoje eu e meu esposo achamos que era sim uma gravidez, mas que acabou sozinha, antes de a médica perceber, e nos pegamos imaginando se seria menino ou menina, nome, rostinho, voz, e contano com quantos anos estaria.

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